segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

...de fininha, em manhã agradável...

Durante a semana, o tempo não tem dado tréguas, reservando para os fins de semana pingos de chuva, que tanta falta fazem em prol da qualidade das barragens e albufeiras porque é notório a falta de águas nas bacias a nível Nacional. 
Mas, este domingo aguardava-se uma manhã muito agradável para sair de casa e desfrutar do sol radiante pela manhã dentro.
Como os terrenos acusam água e lama agora em quantidades lamas-sentas, decidi agarrar na fininha e fazer a volta saloia da praxe, permitindo mexer um pouco.
A digital ficou em casa, e com o telemóvel surgiram as fotos de qualidade possível.
Passei pelos Escalos de Cima e Alcains, minha terra Natal onde aproveitei para tomar um quentinho café.
Engraçado nestes dias, é ver e observar a malta que tal como eu, parecemos uns lagartos(sem qualquer intenção clubistica), agarrar nas suas montadas, e bora lá desfrutar da bela manhã que por aí vem.
Com a manhã a decorrer, o sol era ainda mais radioso.
Muito agradável mesmo.
depois de Alcains, dirigi-me à Póvoa de Rio de Moinhos.
Antes passei a ponte de pedrinha, local este que é agora possível ouvir a força da água a correr como há muito não se via ou ouvia. Aproveitei para registar o momento.
Santa Águeda(Marateca), e mais um grupo de companheiros por ali passeavam.
Calmamente, cheguei à Lardosa, fazendo o gosto à coisa, cerca das 11H30´, após uma volta saloia para desenferrujar as pernas do frio.
Aproveito este post para endereçar a todos/as os leitores deste meu cantinho, um SANTO E FELIZ NATAL, sem travões...
Pinto, o Infante

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

... algo do que vai ser o dia 18 de dezembro...

Com umas curtas férias no mês de novembro, aproveitei e as temperaturas possíveis para esta altura do ano, e fui por aí ao sabor do baú, ao sabor do esplendor da santa Águeda(Marateca), e calmamente desfrutar do que estou a preparar para o último do ano de 2016.
Como tem sido costume, vai ser um passeio guiado por mim, em que só interessa a quem aparecer,um passeio rico em convívio e conversata.
A manhã para este dia tornou-se um pouco mais fresca do que a de 2ª feira.
Mas ainda assim, desfrutei na companhia da minha grossa de uns 45 kms muito agradáveis para por aí andar.
Os rapachegos mesmo com as chuvas que caíram, não constituíram em nada motivo de preocupação para este dia e provavelmente para o que estou a preparar para dia 18 de dezembro de 2016.
As cores de outono são já bem visíveis, em que os tons acastanhados com estas humidades caracterizam as bonitas paisagens que percorri nesta manhã de novembro.
Aproveitei ainda claro, para encher um pouco mais o baú, por um trilho que teimosamente tardava em aparecer para este dia 18 de dezembro ou futuras edições com a minha assinatura.
Pelo esplendor da Santa Águeda liguei até à terra dos moleiros;
Póvoa, terra Natal dos meus avós.
Depois vim pelas rabaças, ribeira esta que "vomita" agora água em abundância, embelezando mais ainda as cores que por ali é possível ver.
Sob um olhar ao largo de Alcains liguei até à Lardosa, culminando esta manhã com  quatro dezenas de quilómetros muito agradáveis.
Venha outra destas, que a paixão do mato é enorme.
Aquele o se sempre...e sem travões...
Pinto, o Infante

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

...o previsto...

Olha se deixasse mais uma vez a odisseia das faias para outro dia, seria mais um ano à espera!!!
A beleza que o meu olhar percorreu, daria noutra face da beleza.
A neve.
6ª feira haverá mais.
Pinto Infante

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

...o empeno da aventura das faias...

Em 2012 propus a sete companheiros o desafio do monte da serra da Estrela.
Rapidamente aceitaram e fomos até lá desfrutar da plenitude que o ponto mais alto de Portugal nos oferece.
A rota das faias.
Ao terminar, naquele ano, a parte final, de reserva Natural escapou-me ao GPS e ficou por visitar...
Ano após ano, lancei o desafio aos mesmos colegas em vão.
Como gosto destas aventuras a solo ou acompanhado, caso esta época do ano passasse, sabia que mais um ano tinha que esperar.
As faias são árvores que fornecem um colorido impar. Caso a sua beleza não seja observada  nesta altura do ano, só mesmo para o próximo outono.
Pinto Infante, a bicicleta, mochila, sandochas XXL escolheu para o dia do não fumador(já lá vão 3 meses) e dia do bébé prematuro desfrutar do resto que faltou ver em 2012, e mais uns pózinhos que juntei para este dia 17 de novembro de 2016.
A logística como sempre para estas coisas, foi preparada durante 15 dias.
Como ia mais uma vez para o desconhecido, o trilho enviei-o à GNR da montanha(não fosse o diabo tecê-las), avisei a GNR de Manteigas e com a minha calma pelas 9 da manhã dei inicio em Manteigas a mais uma aventura bem à minha maneira.
Sabia de ante-mão que para a semana de 21 de novembro a chuva regressava, e assim, tudo estudei para ir. Saí de Manteigas pelo despertar do trabalho em direcção à torre por asfalto.
A ideia e objectivo para esta aventura, seria circular a serra da Estrela pelo lado oposto ao de 2012, permitindo absorver novas paisagens, desta vez até à rota das faias por Penhas Douradas...
De Manteigas até ao centro de limpeza das neves diria que quase nem viv´alma passou por mim..
Após a passagem da capela de São Francisco de Assis, centro de limpeza, os carros com gentes notoriamente na situação de reformas e outros de férias faziam-me agora companhia na ascensão à torre, manifestando até alguns apupos de insentivo.
Tudo correu normalmente, iniciando a descida para a lagoa comprida com temperaturas de verão de São Martinho.

Nesta zona, tinha descarregado para o meu GPS o trilho de entrada no mato propriamente dito.
Podia chamar-lhe a partir da lagoa comprida, a rota das barragens ou lagoas; Foram 5 no total sendo a de maior envergadura a comprida.
o trilho aqui:
Magníficas paisagens, brutais trilhos, um sentimento e prazer das aventuras que gosto.
Enfim, isto no fundo é das melhores terapias que gosto de fazer, com pena ser a solo, mas não posso deixar de fazer aquilo de que tanto gosto se não for assim...
Na subida de Manteigas tive sempre em fundo, o correr das águas que nesta altura do ano se manifestam de pouca quantidade, à semelhança das barragens; Deste lado ao descer a minha companhia eram as vistas de calmaria, com um horizonte a perder de vista..
Muito bonito...
Ao transpor a barragem de Lagoacho, até ao paraíso do vale do Rossim percorri simplesmente o pior dos trilhos onde as minhas rodas já andaram...
São 12 kms de piso de cascalho e brita para os jipes darem manutenção às barragens, mas para as bikes ou mesmo a pé foram horríveis.
O meu conta quilómetros desapareceu; a porrada que levava a bicicleta e eu era tanta que nem o vi saltar...
Só pensava em estrada; Mas essa nem sei onde era; No meu orientador de bordo, era possível ver Penhas Douradas, mas alcatrão não.
Este pequeno trajecto, quebrou muito a minha alegria deste dia que estava tudo a correr como previsto, mas esta surpresa desagradável, não estava no programa.
A bicicleta simplesmente não andava nem a descer nem em recta nem sei lá como...
Acabei mesmo por fazer metros e metros com ela à mão...
Decidi parar um pouco, observar a aldeia presépio de Sabogueiro bem lá no fundo, e esquecer um pouco do que sofria...
Para esquecer este pequeno trilho...
Posto isto, cheguei ao vale de Rossim. Sob um piso duro, mas rolante, o reflexo das valentes porradas nos braços e pulsos, pagava-os agora.
Com o aproximar das Penhas Douradas, regressava aos poucos a alegria  e prazer de andar por aqui, desfrutando da paisagem da serra noutro ângulo.
Folgosinho.
Faltava pouco para chegar ao propósito que cá me trouxe.
A rota das faias.
https://youtu.be/cwaIeq16spA
Com o tilintar dos chocalhos das cabras, era notório e visível os rebanhos que por ali pastoreiavam.
Pelas duas e pouco da tarde eis as tão esperadas árvores e local onde o monumental engano de 2012, me deixou na memória esta aventura.
Aproveitei para papar a última sandocha XXL que levava, e dar inicio à última descida do dia.
Por ali percorriam alguns transeuntes que tal como eu desfrutavam deste natural colorido das árvores que caracterizam o monte.
Pena não estarem vestidas com um pouco de humidade que talvez descrevesse o colorido mais ainda.
Ao dobrar o monte já com Manteigas debaixo das rodas, uma tristeza enorme percorreu o olhar; Um incêndio talvez no verão apagou muito da beleza desta zona...
Diria desolador estas imagens que descrevo em fotos...
Parei a minha companheira em Manteigas tal como comecei.
Direitinho, e com sentimento de mais um objectivo alcançado para o baú, juntamente das minhas companhias, que me acompanharam em mais esta aventura a solo, com cerca de 62 kms percorridos em subidas que tanto odeio fazer, mas para percorrer estas aventuras, sou obrigado a fazê-las.
Carrega na foto do perfil:
A próxima já está no pensamento.
...tira as mãos dos travões...a subir..
Aquele, o de sempre...
Pinto Infante

terça-feira, 8 de novembro de 2016

...na senda do GPS 2017...

Como o tempo "avoa"!!!
Ainda o outro dia estava eu  e mais uns quantos no último do ano, e já estou a falar de GPS 2017!!!
Reservei esta 2ª feira para dar uma voltinha por aí em btt, evitando os ventos frios da estrada, abrigando-me um pouco no mato, e acompanhado da minha tradicional sandocha XXL  de pica de azeite que a cara metade sabe tão bem fazer, fui por aí à minha maneira.
Sem ter a voltinha delineada, deixei que a bicicleta me levasse um pouco à deriva tentando ir visitar alguns lugares que há muito não visitava.
Com este sentido das coordenadas, ir a locais onde já não ia há muito, veio a voz do meu sub-consciente:
..." que tal incluíres este trajecto, ou parte dele no próximo GPS 2017???!!!"...
Tentei ao máximo apanhar com a minha digital, um dos motivos que não troco esta montada grossa, pela fininha; Enquanto preparava a digital reparo que na ribeira incluída nesta foto, umas ondas esquisitas vinham do fundo!!!
Lá longe, um casal de lontras brincavam desfrutando do sol que aqui se sente...
Uma verdadeira beleza no olhar. Parei, olhei e silenciosamente observei em jeito de  repórter da natureza desfrutei deste momento sem conseguir registar o momento.
Lindo.
Por aí, a ideia do GPS não saia do pensamento.
O baú foi revoltado, e uns trilhos mais que outros, penso que este foi o dia de começo em que quase ficou pronto.
Uns alinhaves que mereçam reparos e incluir alguns buraquinhos que vou com certeza picar e incluir para maio de 2017.

Depois, bem depois estiquei a volta até Alcains onde aproveitei o leque de cafés que esta Vila possui, e degustei um, após ter "papado" aquela saborosa pica de azeite.
No regresso, porque não encher o baú com mais uns quantos buraquinhos, e novamente o GPS 2017 ficava agora sim quase cheio e preenchido, algures no regresso à Lardosa.
Cheguei ao conforto do lar ao meio dia, com meia centena na bicicleta, contente, muito contente pois tinha com esta simples volta solucionado o percurso do GPS 2017, enriquecendo o meu baú.
Venham de lá mais destas, pois é destas voltas que adoro percorrer desfrutando em completa alegria e prazer das manhãs que esta vida nos oferece.
Aquele, o de sempre...
Pinto, o Infante

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

...a riqueza do baú das pasteleiras...

A gente neste pequeno mundo, uns mais que outros, acreditamos em coisas esquisitas, tais como o destino, o tinha que ser, o estava escrito, coincidências etc.
Um pouco de crenças, cada um à sua maneira toda a gente as tem.
O post de hoje, dedicado à minha crença de hoje, prende-se com as coincidências e ironias do destino.
Vá-se lá saber como, num destes dias, a minha cara metade numa daquelas revistas que toda a gente tem nos WC´s para aproveitar as ocasiões de leitura, vai daí, e dei comigo a ler o aniversário das quatro dezenas da revista"NOVA GENTE"
Página após página, no interior desta revista, reparo que era acompanhada de um memorial alusivo aos seus quarenta anos.
Belas recordações em capas de revista, e memorável para mim ver que já tinha lido  algumas destas edições.
O meu amigo Jorge Formiga, há bem pouco tempo veio a minha casa oferecer-me esta belezinha que encontrou no lixo, que espelho em fotos, azulinha.
Mas que raio a revista tem a ver com a bicicleta?!
1980.
Coincidência!!!!???
Ao folhear os anos 80, reparo num homem da minha terra Natal, da vila de Alcains, em confraternização com a sua esposa e criação, de seu nome António Ramalho Eanes, General das Forças Armadas e antigo Presidente da Republica pós 25 de abril com uma bicicleta igual à que o meu amigo Jorge me tinha dado...
Obviamente que o baú das pasteleiras ficou muito mais enriquecido, com uma bicicleta lindíssima e só Deus sabe não seria a do filho do antigo Presidente...
Seria coincidência, ou não!!!!
Caso para dizer:
..."e esta hein"!!!???...
Pinto Infante

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

...pelo esplendor da Marateca, enriquecendo o baú...

Há uns tempos largos não dava uma destas, bem à minha maneira;
Ingredientes necessários para matar saudades:
A minha montada favorita;
Vontade ou apetites(muitos);
Tempo a condizer;
Umas sandochas;
Um par de trilhos do baú;
Vontade de picar alguns buraquinhos que apareçam;
E vamos lá.
Era para o ter feito na 5ª feira, mas por razões profissionais não me foi possível.
Decidi à boa maneira antiga, pelo lusco fusco ir por aí.
Aproxima-se o último do ano dia 18 de dezembro, e como vem sendo hábito de há nove anos a esta parte, quem aparecer na Lardosa para mais uma sessão de "as voltas do Pinto Infante", gosto de brindar a malta com mais um simples passeio mas rico em confraternização, pois neste evento só isso interessa.
Neste último do ano, para os repetentes, sabem que tudo isto começou por juntar por aí uns amigos das mesmas andanças, aproveitando o intercâmbio que fazia com colegas Alentejanos, ora cá, ora lá juntava-mo-nos para reforçarmos laços de amizade, que muitos deles ainda hoje perduram.
A distância, não constitui motivos suficientes para que a rapaziada se afaste.
Assim, desde 2007 pesquiso um bom par de trilhos, e no último domingo de cada ano, caso seja possível, vamos dar mais uma volta, desta vez na Lardosa, ou nos subúrbios desta pequena aldeia, rainha ela do feijão frade e das pasteleiras.
Delineei para hoje, uma primeira abordagem talvez aquilo que tenho em mente.
A água constitui sempre um trunfo, dando um toque de magia a tudo o que se organize, seja em passeio, caça, pesca (tem que ter água claro), bicicletas ou seja lá o que for.
Em muitas destas edições do último do ano tenho feito um esforço para passar na lindíssima albufeira de Santa Águeda(Marateca).
Ainda com as cotas notoriamente em baixo, permite a circulação bem juntinho da água e dá aso a que a digital registe bonitas chapas.
Ora do baú, ora umas pitadas novas,  circulei uns bons quilómetros no seu perímetro.
Além de gostar imenso deste tipo de dias, a paz que se respira é brutal; O ar fresco da manhã, o cheiro a gado, apesar das temperaturas pela manhã dentro se manifestarem altíssimas para esta altura do ano, a marsia que existe nas sombras em redor da água, é muito bonita.

Tentei neste dia não introduzir subidas para que  desenvolvesse uma voltinha à antiga, rondando as seis dezenas de quilómetros, pela manhã toda.
Santa Águeda, decidi não subir; circulei pela Lardosa e depois a terra dos moleiros.
Póvoa de Rio de Moinhos, terra esta que recebeu 250 pasteleiras dia 1 de outubro em mais uma concentração dos de outros tempos.
Desci pelas quelhas dos terrenos dos meus avós, e seguiu- N/Sr.ª da Encarnação, onde recordei alegres dias na companhia de quem já cá não está...
Tudo acaba...
Após uma Avé Maria,continuei a minha voltinha...
Aproveitei para picar alguns buraquinhos, quiçá para o último ou mesmo GPS 2017.
Alguns destes buracos para baú, foram em vão, pois a não passagem de tractores, carroças ou mesmo pessoas faz com que o mato cresça quebrando assim a passagem.
Até a aldeia de Caféde foi rápido.
Não cheguei contudo a entrar na aldeia;
Fui ver o que não via à muito tempo.
O moinho baixo;
Cercas e cancelas agora por causa do gado perturbam um pouco a progressão, mas consegue-se lá chegar para recordar os bonitos trilhos até à transposição da ribeira, que outrora era a "nossa" piscina, sempre muito concorrida e agradável.
Ora aqui, ora acolá as cores outonais são já visíveis, não estivéssemos tão perto desta estação do ano.
O Outono trás cores acastanhadas, onde a queda das folhas são uma constante por esses campos fora ao longo do dia e noite.
Dei a volta ainda até à minha terra Natal, e calmamente cheguei à Lardosa todo vaidoso, pois uma destas já não a dava há algum tempo de mochila às costas.
58 kms percorridos, em excelente companhia, sem problemas, com temperaturas excelentes, que proporcionaram uma manhã praticando este desporto que tanto gosto.
Brevemente a rota da Estrela vai pela serra acima.
Aquele, o de sempre, sem travões...a subir claro.
Pinto, o Infante