sábado, 14 de outubro de 2017

...2017, um tributo às PESSOAS...

Cansado???!!!
Nã!!!
Todos os anos a mesma coisa;
Todos os anos pasteleiras;
Todos os anos pedestre;
Todos os anos gente, gente, e mais gente...
Todos os anos, quem vem pela 1ª vez, não mais que ficar para trás...
Podia, ao fazer o rescaldo deste fim de semana, mostrar para aqui um rol de fotos registadas pelos/as participantes, mas escolho para 2017, as que me parecem marcos da história de 2017.
Para não alongar muito a prosa, em 2017 apenas os tópicos:
Introduzir novidades tem sido o meu lema ao longo destes 11 anos;
Os nervos e apreensão da reação dos participantes na deslocação da logística até à aldeia do Vale da Torre;
A alteração da ementa, em que a sardinha assada nos acompanhou ao longo de 10 anos, substituída em 2017 por petinga frita(fabulosa diga-se)excelente troca;
Uma sugestão do Luis Franco, um Lardosense, pois a causa nobre dos bombeiros voluntários rendeu €551,32, na presença do Presidente da Associação dos bombeiros voluntários de Castelo Branco;

Sabia que a deslocação de 250 bicicletas, numa 1ª abordagem, ia implicar uma logística diferente do habitual ao ponto de duvidar se a malta era recetiva a esta ideia ou não;
Faltou o drone para filmar a "cobra" que a partir das 8 da manhã, se estendeu até às gentes do Vale da Torre;
Foi arrepiante estar no Vale da Torre, em permanente contacto com os meus eternos voluntários, Saber indicações se a malta estava a deslocar-se ou não!!!
Que maravilha, chegavam 10; Mais 12; Mais 45...
Todos/as lá foram...
Magníficos/as.
Bem haja meus amigos por aceitarem este desafio, e movimentar-mos uma montanha...
Envolver a estrada Nac 18, constituiu mais um momento de ansiedade e nervos, pois como toda a malta sabe, é uma estrada neste momento que tem muito fluxo de trânsito;
A segurança, é algo que dedico muita atenção.
A Guarda Nacional Republicana com um trabalho soberbo;
Numa só faixa de rodagem, 2 kms de bicicletas; magnífico.
Num local de eleição(ainda inacabado), escolhi para o tradicional repasto, que permitiu descansar, confraternizar e aconchegar a barriga com uma bela bifana entre muitas outras iguarias.
 Muito agradável.
Neste local, aproveitei para reunir a minha família possível, com números diminutos.
Um dia cheio de alegria, mas com a estrutura familiar algo quebrada, em virtude da outra metade juntamente com a cria mais nova não poderem fazer parte deste passeio deste ano.
Nem assim, a minha outra metade deixou as responsabilidades por mãos alheias. Sempre presente.
Seguia-se a minha terra Natal;
Sempre que o roteiro o permita, ou se aproxima de Alcains, tenho que lá ir.
Já o disse em vários post´s neste meu cantinho, que as gentes da minha terra, dão muita vida e alegria às bicicletas(volta a Portugal, ou outra qualquer prova de bicicleta); Quanto a nós, é uma alegria levar lá estes ferros a passear e trintar por ali;
Ora se a Lardosa promove o anfitrião feijão frade, porque não o fazer na terra do anfitrião Alcainense??
Os queijos, na minha terra Natal têm que ser mostrados e provados, e então com a alegria deste povo.
À queijaria do meu amigo Zé do Cabeço do carvão:
-"Zé amigo, não sabes trabalhar mal"...
Grande abraço.
Se fomos, viemos.
Pelo mesma Nac.18 fizemos o regresso.
O último ajuntamento foi na derradeira avenida de entrada na capital do leguminoso.

XXXiiiiiiii...tanta gente visita a Lardosa...
A chegada à Lardosa, constitui sempre um momento que mexe comigo, por várias razões:
Alegria;
Sensação de dever e missão cumprida;
Ver que ninguém se aleijou ou caiu manchando a alegria deste dia;
Ver e sentir que a malta como começou, chegou brindando as gentes que nos aguardam e aguardam os seus, para ver se correu tudo bem...
Mulheres, homens e pequenada, é uma festa entrarmos pela feira a dentro, repleta dum povo que adora vir até cá testemunhar que aqui se realiza algo de mágico neste fim de semana.
A FEIRA DO FEIJÃO
Na Lardosa, nestes dias, aparece só mais uma feira igual a tantas outras, mas só quem cá vem pode falar e testemunhar, que esta é uma diferente feira, e digo-o com toda a convicção da realidade.
Almoço, troquei a sardinha assada pela petinga frita, que categoria...
Entrega de prémios aos merecidos vencedores, o Conde Sarugo, a Tia Magda, a eles os meus parabéns.

Festa na aldeia pela tarde dentro.
Para o ano, logo se vê.
Agradecimentos especiais:
Guarda Nacional Republicana; Ao Jorge do rancho dos loureiros da Lardosa tocou o seu acordeão num dos abastecimentos;
Ao Carlos Matos pela foto de grupo e Micaelo  pela prestação fabulosa  nos desenhos já mostrados no facebook;
À Junta de Freguesia da Lardosa; Associação do Vale da Torre; Ao Gonçalo Torres; Zé Maria Bola; Aos meus eternos voluntários e "associação" Qui Tó, Duarte Maurício e Manuel Bolero, e claro está:
Bem hajam a todos/as participantes confrades, que ano após ano abraçam esta parvoeira comigo.
Qualquer dia faço um bloco de fotos que gentilmente me disponibilizaram.
O Pedestre:
Neste fim de semana, foram 2 em um:
De inicio tinha proposto 13 kms, mas com uma alteração de ultima hora apresentada pelo Sr.º Presidente da Junta da Lardosa, a ideia da aula de zumba passou para a manhã sendo depois prolongada para mais uma à chegada.
Monumental:
Nem os mais ensonados resistiram a bater o pé e abanar o capacete. Uma alegria acompanhado com um ritmo forte abriu o apetite para o café de borra com o bolo da avó. Pequei por colocar na aula 10´a mais; Tudo se corrige;

Pela manhã, toda a malta dançou, cada um à sua maneira, mas os entendedores/as tinha como timoneira a Prof.ª Neuza.


Pelas 9H30 o fomos até ao forno comunitário, seguidamente para os trilhos agora sim o passeio em si.
Vale da Torre seria o limite deste ano, local onde degustamos um pequeno almoço recheado.
Uma moldura humana nos limites das nossas capacidades, pois não podemos aceitar mais inscrições, pois a qualidade a isto obriga.
Sob um clima de festa, à chegada mais uns alongamentos, e a petinga estava à nossa espera acompanhada do anfitrião:
O FEIJAÕ FRADE.
Mais uma vez bem hajam pela VOSSA presença, e 2018 cá VOS espero.
Vou terminar este post, de 6/7/ e 8 de outubro dedicando um tributo às pessoas todas que me conhecem, e que comigo têm feito dos eventos com a minha assinatura, um sucesso.
Bem haja.
Assim, e como o staff desta Junta de Freguesia da Lardosa está no último mandato, já o fiz no jornal "RECONQUISTA" queria agradecer à pessoa Zé Tó, Carlos Barata, Manel Fernandes e Rosária Mendes, pois foram e são entidades que iniciaram formaram a feira, e comigo abraçaram todos os projetos que lhes propus
Muito obrigado.
Por último desabafar um sentimento pessoal que tem a ver com a feira em si:
Desde há muito que digo que este certame constitui um fenómeno de popularidade pois as pessoas que nos visitam testemunham esta verdade, sendo que a mensagem deste, conseguimos através das pessoas de uma forma inconsciente, passar a mensagem do que o interior é capaz de fazer com muita qualidade.
Neste momento, nos passeio de pasteleiras e pedestre, temos presença de pessoas da Nossa Beira claro, Porto, Guimarães, Beja, Ourém, Portalegre, Lisboa, Santarém...etc.
Estes números e valores, são para mim, muito gratificantes.
A todos/as muito bem haja.
Brevemente faço álbuns de fotos de toda a malta que disponibilizou, sendo que ainda falta o álbuns dos alunos da ESART que fizeram o acompanhamento total das pasteleiras.
Aquele de sempre, agora recuperado do susto, sem travões....a subir claro....
Peço desculpa pelo atraso na publicação
Pinto, o Infante

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

...no manto negro do monte...

Uma semana produtiva em desporto, mas algo desastrada, coisa que não me acontecia há muito!!!
No domingo, fui ver a corrida da EDP na cidade de Castelo Branco, com azar às costas, à entrada da minha terra Natal, Alcains, válvula da frente ao final duns anos cedeu, obrigando-me a meter câmara de ar, permitindo chegar ao objectivo.
Em dia de desporto, agarrei na grossa, logo pela manhã, e as coordenadas eram subir até Castelo Novo, observando o que o diabo por ali pintou.
Ora, se já tinha visto e observado a pintura do lado de cá do monte, a Norte, é muito do mesmo; Ou seja uma coisa horrível...
As paisagens por onde se circula tornam-se saturantes em virtude do colorido ser sempre o mesmo; Tudo escuro, restando unicamente os caminhos escondidos que estavam pela vegetação, manifestam-se agora no embrenhado do escuro.
Fui até Atalaia, e daí subi para esta aldeia, onde culminei primeiros nas águas que por ali se fabricam.
O meu sentimento ao longo da subida, era tentar entender a preocupação destas gentes, a olhar para os seus pertences a serem consumidos pelo diabo...
Ia registando...
Acredito que muitas Avés Marias foram rezadas a suplicar sei lá!!!
Miradouro de Castelo Novo, decidi descer, pois de tarde era dia de trabalho...

Desci o monte, e muito do mesmo.
Manto negro...
Como diz o meu cumpadre:
..." se o Stephen King" precisasse de fazer um filme de terror, este seria o cenário ideal...
Com andamento razoável, e com sentimento de estar a contribuir para uns treinos ao meu nível, a roda grossa tem rolado bem, pois vem aí além das pasteleiras e pedestre inserido na feira do feijão frade, mais uma edição da A.C.I.N. onde quero ver se não dou raia.
 
 Louriçal, e na Soalheira ainda havia tempo para degustar o resto da minha sandocha, acompanhado de uma bela bebida refrescante.
Dá-lhe nas pernas, porque o relógio não para.
Ora como não há duas sem três, e se a semana assim começou, no caminho de ligação Soalheira/Lardosa, existe um monte de azulejos "decorativos" no chão.
Do melhor para os pneus...
Foi um estoiro e peras...
Como esqueci de colocar uma outra câmara de ar na mochila, pneu rebentado, e, pela 1ª vez ao longo destes anos, o pronto socorro da outra metade teve que ser acionado...

Obrigado a fazer um duatlo, aproximei-me da estrada Nac 18, e esperei pela outra metade(é o que me vale)...
Enquanto esperava, registei a minha jersey, que a Junta de Freguesia da Lardosa cessante me ofereceu à uns anos valentes...
Uma boa manhã, acompanhada de algumas surpresas, mas que fazem parte das minhas andanças...
Pinto Infante

terça-feira, 22 de agosto de 2017

...XI passeio de pasteleiras, e passeio pedestre...

Olá a todos/as.
2017 chegou naturalmente, e de repente aí estão mais uns eventos com a minha assinatura.
Os tradicionais passeios de pasteleiras, e o pedestre.
Vão ser mais uma vez parte integrante do certame dedicado ao leguminoso feijão frade, na Lardosa.
O passeio de pasteleiras:
Vamos para o XI edição, e para este ano de 2017 mais uma vez iremos ter algumas alterações, sendo a de realçar, e aqui mais uma vez, peço a VOSSA colaboração:
O local de concentração vai ser no Vale da Torre, mas a chegada é na Lardosa, feira do feijão frade.
Assim, aconselho o seguinte:
Vem mais cedo do que os outros anos(20 minutos chega), deixa o carro/carrinha na Lardosa, agarras na tua pasteleira, e vai a pedalar calmamente até ao Vale da Torre, onde estará o secretariado a funcionar, levantares os brindes a que tens direito, e depois iniciarmos o passeio propriamente dito.
Isto facilita toda a gente, pois à chegada, se tivesses que ir buscar o carro/carrinha ao Vale da Torre, não terias lugar para estacionar.
Este ano iremos para novos rumos, como sempre muita alegria, gastronomia, provas de iguarias, e vamos tentar fazer deste dia, mais um memorável dia, e leves para casa o sentimento de mais um dia bem passado neste simpático passeio, onde só a qualidade, confraternização e as pessoas interessam.
Vamos tentar fazer a saída pelas 9H00 da manhã.
Vou lançar-te um desafio e uma proposta, caso aceites:
Em consequência dos tempos actuais, e dos fatídicos fogos que assombram o nosso País, peço-te para trazeres para dia 7 de outubro, €1euro(ou caso queiras mais), no bolso, pois gostaria que a festa das pasteleiras e as gentes magníficas que participam contribuíssem para uma causa muito importante.
O que conseguirmos juntar, vou/vamos oferecer nesse dia, aos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS.
Isto é um pedido, que só aceitas se quiseres.
De regresso ao passeio:
Capricha mais uma vez na indumentária, sendo a obrigação, a bóina; o resto deixo ao teu sempre agradável critério.
Regulamento:
- Nunca ultrapassar o guia;
- Estar presente na concentração às 08H30, dia 7 de Outubro no Vale da Torre;
- Trazer uma bicicleta com algum tipo de travão!!!;
- Traje da época;
- Bóina obrigação;
- Se no espaço de 20m à tua frente te aperceberes que não consegues parar, grita:
 - foge da frente!!!;..."Porra...
- Em alternativa, escolhe a melhor lavrada à tua volta para aí parares;
- Apetite para o pequeno almoço, abastecimentos e almoço;
- Boa disposição;
- Se não tiveres GPS, não te preocupes, a organização também não, mas conhece o caminho;
- Traz dinheiro se quiseres ficar pela tarde/noite neste certame, e pagares umas MINES;
- Limite de álcool no sangue "0";
- Trazer navalha para cortar o conduto, antes, durante e depois dos abastecimentos e almoço;
- As medidas desta, não deverão ultrapassar as regulamentares(não sei quais são)!!!!;
- Circular sempre pela direita, cumprindo assim as regras de trânsito;
- Se possível e quem quiser claro, barba rija por desfazer(eles claro);
- Quilómetros da confraria não sei, nem interessa;
- Ao circulares, nunca andar aos SSSSS
- Não vale ralhar, pois a organização tem sempre razão:
Quem trouxer criação a seu cargo, é totalmente responsável por ele:
- afins....
Peço-te, caso estejas interessado em participar, depois de forneceres o Nº do BI/Data de nascimento/transferires ou pagares os €15 para o :
NIB 003502220001280363040
 enviares o comprovativo da transferência para o Email:
Limitado a 250 pasteleiras.
Este ano provavelmente, vais ver uma bicicleta de 2 lugares, recente, pois vou abrir uma excepção em virtude da menina que tem vontade de participar, ser invisual, e irá participar com o seu Pai.(é excepção, perfeitamente aceitável e justificada).
Bicicletas de BTT, ou pasteleiras de modelos recentes, estão proibidas de participar neste evento, pois estraga-se a coisa.
Cá VOS espero, como sempre, dia 7 de outubro de 2017.
 O passeio pedestre.
Tem concentração na feira do feijão às 08H30,´
Saída às 09H00´;
O trajecto está definido, e envolve os campos onde foram, e são produzidos o rei deste certame.
O feijão frade.
Aparece, vem divertir-te e caso assim o entendas, tráz um amigo/a.
Pinto Infante

domingo, 20 de agosto de 2017

...nas entrenhas do inferno...

Eventualmente se perguntasse a 400 pessoas que título havia de dar a este post, arranjaria 400 nomes, todos eles cruéis para a dura situação que uns mais que outros, vivem por agora..
Nesta última 5ª feira desportiva, agarrei na grossa, e fui ver de perto o que restava, e como ficou o cenário da Gardunha.

Escolhi da Soalheira para cima, um trilho mítico que fez parte do GPS/Rota dos Lagartos:
Ou seja, pela Soalheira acima, fui-me apercebendo da quantidade de Avés Marias que este povo rezou na 3ª feira...
Depois segui até à igreja Matriz, e...Jesus!!!

Cheguei a ter algum receio de circular por ali.
Sentir que o monstro passou por ali, levando alguns pertences destas gentes, foi uma sensação horrível.
Continuei a subir, encontrei o Quelhas da Idanha, também ele ia lá em cima testemunhar, mas o rumo era outro.
O ícone que antecede a subida, na Alameda de São Fiel, lá estava ele, imponente, mas com outra cor.
O colégio de São Fiel.
Histórias de vida que se podiam contar neste imponente edifício...
Que rico estado!!!
A colónia de férias deste colégio vinha a seguir.
Logo a seguir à vivenda do jornalista, virei à esquerda porque a hora quase já de almoço fazia com que tivesse que regressar.
Comovido com os discursos desta gente, entrei pelo Louriçal, e, muito do mesmo...

Uma volta horrível, apercebendo-me das entrenhas por onde o inferno passou, e que agora o diabo deixou as suas marcas numa zona em que as rodas grossas da malta vão agora sentir um diferente colorido nos próximos tempos...
Aquele de sempre, triste com o que se passa por aí!!!
Pinto Infante

terça-feira, 4 de julho de 2017

...Aranhas 2017...

As saudades começavam a sentir-se.
Desde 2009 até 2013 o Filipe Salvado, e o Carlos Sales organizavam esta tirada através da bicicleta, em que o mote principal e único é conseguir pedalar, juntando as famílias nestes misto frenesim de desporto com amigos.
Há alguns anos não se realizava, sendo que dia 2 de julho a coisa foi por diante.
Nove convivas, sendo que repetentes fomos 4 e cinco novatos.
A ordem de operações desta vez, e já há muito que sugiro isto para a coisa não acabar, era tão simples como cada um que se desenrasque, seja na bucha, ou pedalada.
Quanto a mim, meti as "patinhas" com o horário de saída.
Saí uma hora e meia mais cedo do que devia, pois não cheguei desta vez subir a São Miguel de Acha, esperando pela malta na ribeira do Taveiró.
Estranho, liguei ao Filipe, a comunicar-lhe que ia andando para não esperar muito.
Assim, a seguir a Santa margarida, onde era visível os resquícios das flores, bebi uma bebida fresca num café de seu nome incaracterístico, mas com gentes simpáticas:
..."HORA DE MEDITAÇÃO".
Engraçado.
Pedalando e esperando, juntamo-nos na N/Sr.ª da Granja finalmente.

Faltava ainda agrupar um, neste caso uma elemento.
A Teresa, que vinha em sentido oposto ao nosso encontro, perto de Bemposta ficava o pelotão completo, com 9 elementos.
Na ribeira da Baságueda, o reencontro com as crias e familiares.
Depois, foi passar o dia como habitualmente, colocar as carnes ao sol, água, partilhar o que cada um achou por bem que lhe fazia falta, hidratar, e finalmente a taça regressou aos melhores armadores de ferro(ai se o Cabaço lá estivesse e o João Valente)a coisa provavelmente não seria assim.
Juntamente com o meu amigo Zé, pioneiro nestas andanças, ganhamos ao Álvaro e ao David a jogatana de malha.
O regresso...
Enfim, foi  mais um daqueles dias para recordar através da bicicleta, família e amigos.
Venham muitos como este.
Filipe, para o ano lá estaremos.
Grande abraço a todos/as.
Pinto, o Infante

quinta-feira, 29 de junho de 2017

...com 3 toneladas,Vale Sando e terra dos moleiros...

Como se aproxima uma forte tirada no domingo, a rondar os 80 kms, decidi esta 5ª feira dar-lhe com algumas subidas, recaindo a escolha sob as 3 toneladas e as Tinalhas.
Saí da capital do feijão frade por volta das 8 da manhã, um pouco tarde para aquilo que tinha pensado.
As temperaturas esquisitas, fizeram com que fosse às gavetas da roupa de inverno à procura dos manguitos, que bem souberam.

Na Santa Águeda, Marateca, o vento soprava tanto que incomodava os poucos pescadores que àquela hora se encontravam com o fio na água.
Caçadores da terra dos Moleiros, hortinha dos avós maternos, e a N/Sr.ª da Encarnação trás sempre à memória as honras da família, daqueles que já partiram, de famílias conhecidas, em que nos dias de hoje, nem sei se a missa ainda continua a fazer jus a esta Ermida...
Dava inicio às subidas; 3toneladas como apelidam esta zona.
Entrei nas Tinalhas, pelo Norte, aproveitando este facto, para registar tamanha remodelação na outra Santinha.
Ora, se a Santinha da terra dos moleiros, se chama Sr.ª da Encarnação, a das Tinalhas, agora com cara nova, a Rainha Santa Isabel.
Um investimento brutal, que vai trazer para julho artistas de renome.
Está bonita.
Depois, aproveitei este local, para degustar uma XL que levava nas costas;
A parte da tarde das 5ªs feiras é de trabalho, e assim, o relógio tem que ser controlado ao pormenor...
Desci a Vale Sando, onde as vistas são muito bonitas, sob a serra da gardunha e Açor(penso).
Ao circular nesta zona, é possível ver cavalos nas quintas, e para um deles não resisti fazer uma festa.
Até ao Barbaído foi sempre por asfalto, pois a progressão favorecia a hora.
Desci novamente pelas aldeias de xisto, mas além de Martim Branco me ficar no pensamento, a hora não permitia lá chegar...
Tinha que começar a virar coordenadas à Lardosa.
Subi ao Juncal.
Do lagar de azeite, desci esta bonita serra das Tinalhas através de cruzamentos e cruzamentos, sendo que efectuei mais uma paragem com a barriga a dar horas, no café daquela aldeia.
De vez em quando fico surpreso:
Sabe-me bem comer e beber durante as minhas voltas, uma "coca cola".
Desta vez, em garrafa pequena, coisa que é raro ver esta bebida em garrafas de vidro.
Surpresa:
€1,20(um euro e vinte) foi quanto paguei!!!!
Irra!!!!
Depois lembrei-me daquela nova Lei, que o estado fez questão de criar em consequência dos açucares, ou gases nas bebidas...
Atrevi-me a perguntar no final, quanto custava uma MINE:
€0,75(setenta e cinco cêntimos)...
Comentários,,,,
Para quê, quando o álcool é mais barato do que os sumos!!!!
O meio dia já tinha passado. Agora havia que dar força aos pedais, pois o trabalho de tarde tem que se cumprir.
Póvoa, terra dos moleiros, novamente Santa Águeda e Lardosa.
Ao passar a barragem, o vento das previsões já se manifestava de tal ordem, que só mesmo por estará  chegar a casa não vesti de novo os manguitos.
Contudo, bela volta, fazendo o trabalho necessário para o próximo domingo.
Venham de lá mais iguais a estas!!!
Aquele de sempre,
Pinto, o Infante

segunda-feira, 19 de junho de 2017

...até às flores do Vale da Torre, em boa companhia...

Após o fatídico sábado(jamais visto no nosso País), tinha combinado caso acordasse a horas uma voltinha de grossa na companhia do Samuel e do Luís, em que o itinerário envolvesse a bonita festa das flores na aldeia do Vale da Torre.
A ideia era sair cedo, evitando o calor que temos sofrido, com trilho escolhido pelo Samuel, fomos primeiro até à bonita aldeia de Castelo Novo.
Como subidas não se identificam comigo, mas como eramos 3 a decisão foi superior.
Pronto.
Posto isto, o café matinal foi na Luimar, saboroso como sempre, e pelas 7H2o, graças ao meu atraso, nem me apetecia sair dali, tal era já o calor.
Como nas vésperas, envolveu festa e jantaradas com a família e amigos no Vale da Torre, nem me tinha apercebido da calamidade que estava a assolar o nosso País...
Na tv, era notório o peso da informação;
Saímos, com a conversa dedicada a este triste motivo, e pelo tanque, até Nac.18 vislumbramos a ar completamente carregado de fumo, consequência do monstro que invadiu Pedrogão Grande e arredores.
Horrível...
Até Castelo Novo os bidons foram desaparecendo.
Com objetivo,  como o Luís diz, "tenho que ter sempre água", a 1ª fonte era à escolha naquela aldeia.
Depois do reabastecimento, próxima fonte era Atalaia do Campo.
Chegamos a Atalaia depois de um monumental engano da minha parte, relembrando o GPS que passou por aqui, e tivemos que andar no volta atrás...
Era notório as marcas de cal no chão, em que o Samuel se lembrou e foi mesmo a "ROTA DA CEREJA",  que envolvia a passagem por aqui.
Fomos alguns metros no sentido oposto, mas como era ainda cedo, não deu para ver nenhum companheiro passar.
O caminho, bonito e conhecido também do Samuel e do Luís também, pois a família tem por ali umas hortinhas e pertences, fazia a ligação até às Zebras.
Com o sol a apertar, passava pouco das 10 da manhã, e o sol já mastigava a pele.
Chegamos ao Vale da Torre, objetivo proposto, a azafama das limpezas e preparação era notória.
Uma festa que tive o prazer de visitar no dia anterior, degustar junto dos meus, e amigos uma bela jantarada, e neste domingo, uma bela mine na tasquinha do Nisa.
Rapaziada, vamos embora, com quase meia centena de kms percorridos, mas meus amigos a bicicleta tenho que a parar, pois o sol e calor pelas onze da manhã, não é confortável.
Termino, com uma palavra de pesar a todos/as aqueles que nos deixaram, uns inocentes, e que era meu desejo quem manda neste País, sentar-se à mesa, e fazer o trabalho de casa, antes delas acontecerem...
Ao corpo dos HOMENS DA PAZ, força companheiros...
Bem haja Samuel e Luís pela companhia.
Aquele de sempre, Pinto Infante

domingo, 11 de junho de 2017

...N/Sr.ª Fátima, noutra perspectiva...

...minha culpa, minha tão grande culpa...
Este ano de 2017, sabia que a dificuldade maior para realizar a ligação anual entre Castelo Branco e Fátima seria os 9 Kg a mais em cima da minha bicicleta.
Isto prende-se com o largar dos cigarros, e a balança teima em não baixar.
Fico, e sinto-me contente, pois olhei em redor, e na companhia de 14 pedalantes e 2 ajudas importantíssimos na realização destas aventuras, reparei que ninguém fuma; São só coincidências.
Bem, mas vamos lá relatar esta monumental aventura deste ano:
Tenho que assumir toda a culpa do que correu menos bem neste ligação, pois desde há muito que tinha em mente elaborar o caminho até Fátima, por um trajeto diferente.
Urso!!!
O Pires, ora para aqui, ora para ali, desenhou um trajeto, o Roque olhou, o Pinto vamos, o Nunes, é melhor não, o Franco não inventem, o caloiro Oliveira, nem sei se hei-de ir, os restantes caloiros nem sabiam onde se iam meter...
...e o burro sou eu!!!
Uma certeza no meio disto:
Ninguém sabia por onde, nem como seria o trajeto; Toda a malta achava que seria mais duro, mormente com menos distância.
https://photos.google.com/search/_tm_Filmes/photo/AF1QipMoZ7j2t14k0gI6SSgFGittxU6oiwcj11jArLf4
Um erro total, a não repetir por aqui, um empeno como nunca.
O roda naturalmente foi o Roque, grande máquina.
A ordem de operações foi cumprida ao pormenor, sendo a saída à hora habitual.
6 e pouca da manhã pusemo-nos ao destino.
Até ao Vale da Mua, toda a gente conhecia, a partir dali, meus amigos, foi um autêntico calvário até Fátima;
Envendos, Mação, Sardoal, Carvalhal, Martinchel, barragem Castelo do Bode(o roda levou todo pelotão a 45 kms hora atrás dele, local único onde apanhamos estrada sem subidas, porque até aqui, o carrocel, qual deles o pior...), Santa Cita, Soudos, Casais da Igreja, Lagoa do Furadouro local onde o verguei com dores no joelho direito, fruto do esforço do sobe e desce constante ao longo dos 137 kms, e decidi ir 5 kms na carrinha, para depois já em Fátima chegar junto dos bravos companheiros ao Santuário.
No grupo de 14 companheiros existiam 4 gps, sendo o olho da frente, o Pires que como tudo estava planeado, em todos os cruzamentos houve necessidade de agrupar, sempre, pois ora à esquerda, ora à direita ninguém se podia perder....
O trajeto, além de duríssimo, o vento chegou a assustar de frente, e a hora de chegada, a mais tarde de sempre; 14H30´...
Uma coisa horrível...
Houve necessidade de haver alterações do local dos banhos, o repasto foi o convívio habitual, e a Castelo Branco regressamos mais sossegados, com mais um objetivo anual cumprido.
Quero manifestar aqui um agradecimento aos meus companheiros de luta, e pedir desculpas pelo trajeto escolhido, pois só eu as tenho que assumir.
Um evento desta envergadura, carece de uma logística grande que envolve pessoas com uma atenção especial.
Ao Antunes que desde a 1ª ligação a Fátima nos acompanha, e ao Lourenço um grande abraço e muito obrigado pela colaboração, pois sem vocês as coisas seriam mais complicadas.
Agradecimentos ao Comandante do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Castelo Branco, por todo o apoio dispensado.
Para o ano lá estaremos, com todos estes, e mais quem se queiram juntar à festa, mas com toda a certeza que o trajecto não vai ser por aqui, mas sim por Nisa, pois além da quilometragem ser um pouco superior, tudo se justifica por esse lado, e não uma estupidez destes quase 3000 m de acumulado.

A todos um grande abraço.
Pinto, o Infante